Biografia

O VIPER foi formado em 1985 por Andre Matos (vocal), os irmãos Pit Passarell (baixo) e Yves Passarell (guitarra), Felipe Machado (guitarra) e Cassio Audi (bateria). O primeiro show aconteceu no tradicional teatro Lira Paulistana, em São Paulo, no dia 8 de abril. Na época, os músicos ainda eram adolescentes. A banda começou a se apresentar no circuito local e gravou a demo “The Killera Sword”, que teve grande aceitação dos fãs após ser divulgada em um popular programa de rádio dedicado ao rock.

Logo depois a banda foi convidada pela gravadora independente criada pela revista Rock Brigade para gravar seu primeiro álbum, “Soldiers of Sunrise”, lançado em 1987. Aclamado pela crítica especializada, o disco rendeu ao VIPER o convite para abrir o show do Motörhead em São Paulo, diante de mais de dez mil pessoas.

Para o segundo álbum, a banda contratou o produtor inglês Roy Rowland, conhecido por seu trabalho com as bandas Testament e Laaz Rockit. Nas gravações, o baterista Sergio Facci substituiu Cassio Audi.

Em 1989, o VIPER lançou o histórico “Theatre of Fate”, considerado até hoje um dos maiores álbuns da história do heavy metal brasileiro. O estilo pioneiro que mesclava power metal e música clássica consolidou o nome da banda no cenário mundial. Músicas como “Living For the Night”, “A Cry From the Edge”, “Prelude to Oblivion” e “Moonlight” tornaram-se clássicos instantâneos. O sucesso rendeu contratos internacionais para o lançamento do álbum no Japão (JVC), Europa (Massacre Records) e EUA (Empire Records).

Da Evolution ao All My Life – V2: 1992-2009

Devido a divergências musicais e a opção pelo foco na carreira erudita, Andre Matos deixou o VIPER ao final da turnê “Fate on Tour”, em 1990, que contou com Guilherme Martin na bateria. O baixista Pit Passarell assumiu os vocais, e a banda começou a compor o terceiro álbum. Com a entrada do novo baterista Renato Graccia, o grupo viajou para a Alemanha para as sessões de “Evolution”, com uma sonoridade renovada e mais pesada.

Gravado nas cidades de Munique, Hannover e Hamburgo, “Evolution” trouxe hits como “Rebel Maniac”, “Evolution”, “The Shelter” e “The Spreading Soul”. A banda saiu em turnê pelo Brasil e abriu os shows de Black Sabbath (para 20 mil pessoas) e Metallica (com público total de 40 mil, em dois shows lendários).

Com convites para tocar na Europa e Japão, o VIPER realizou sua primeira turnê mundial, passando por Alemanha, Áustria, Hungria, Suíça e Japão. Em Tóquio, gravaram o primeiro álbum ao vivo, “Maniacs in Japan”, que capturou toda a energia do grupo no palco. Em comemoração à turnê japonesa, lançaram o EP “Vipera Sapiens”, com faixas das sessões de “Evolution”.

Em 1994, assinaram com a Roadrunner e viajaram aos EUA para gravar “Coma Rage”, produzido por Bill Metoyer (ex-Slayer). Com forte influência punk e hardcore, o álbum trouxe faixas marcantes como “Coma Rage”, “I Fought the Law” (versão do The Clash) e “Makin Love”. De volta ao Brasil, participaram da primeira edição brasileira do festival Monsters of Rock, no estádio do Pacaembu, ao lado de Kiss, Black Sabbath, Suicidal Tendencies e Slayer.

Em 1996, o VIPER se mudou para o Rio de Janeiro após assinar com a Castle Brasil e gravou “Tem Pra Todo Mundo”, álbum de rock brasileiro e cantado em português. Apesar das críticas dos fãs mais radicais, a faixa “8 de Abril” chegou às paradas e teve clipe em primeiro lugar na MTV. No entanto, problemas legais da gravadora interromperam as atividades da banda por alguns anos.

Retornaram com força total em 2005 com Ricardo Bocci nos vocais, Val Santos na guitarra e Renato Graccia na bateria, ao lado de Pit Passarell no baixo e Felipe Machado na guitarra. Em agosto, lançaram o DVD “Living For the Night – 20 Years of VIPER”, com entrevistas e vídeos de toda a carreira.
Nesse período, Andre Matos já havia fundado as bandas Angra e Shaman, e Yves Passarell integrava o Capital Inicial.

Em 2007, lançaram o álbum “All My Life”, com Andre participando dos vocais em “Love is All”. Entre os sucessos, “Miles Away” e “Come on Come on”. A turnê brasileira de promoção do disco durou até 2009.

To Live Again Tour e o retorno de Andre Matos – V3: 2012-2015

Em 2012, convidados pela Wikimetal, o VIPER anunciou a turnê “To Live Again”, comemorando os 25 anos do álbum “Soldiers of Sunrise”. Com Andre Matos, Pit Passarell, Felipe Machado, Guilherme Martin e o guitarrista Hugo Mariutti (ex-Shaman), tocaram os álbuns “Soldiers of Sunrise” e “Theatre of Fate” na íntegra no Brasil e América Latina.

Durante a turnê, abriram os shows do Kiss em São Paulo e no Rio de Janeiro e gravaram o CD/DVD “To Live Again – Live in São Paulo” em 2013. Em setembro do mesmo ano, realizaram um show histórico no Rock in Rio, concretizando um sonho dos garotos que haviam se juntado em 1985.

Em 2015, Felipe Machado lançou seu primeiro álbum solo, “FMSolo”, e Pit Passarell seguiu em 2019 com “Praticamente Nada”, que reafirmou seu talento como letrista e compositor, colaborando com o Capital Inicial. Felipe Machado lançou seu segundo álbum solo, “Primata”, em português, em 2022.

Novo álbum com Leandro Caçoilo – V5: 2016 até hoje

Após o Rock in Rio, Andre Matos voltou ao Shaman. O VIPER convidou Leandro Caçoilo para assumir os vocais, renovando a energia da banda. Hugo Mariutti foi substituído por Kiko Shred, guitarrista virtuoso com carreira solo e famoso por turnês acompanhando nomes como Tim “Ripper” Owens (ex-Judas Priest), Mike Vescera (ex-Loudness e Yngwie Malmsteen) e Leather Leone. A partir dessa formação, abanda iniciou a composição de material inédito.

Em 2019, uma tragédia abalou o grupo: Andre Matos faleceu após um infarto fulminante em casa. Em homenagem, o VIPER lançou uma nova versão de “The Spreading Soul” com vocais de Andre recuperados de gravações anteriores. Produzida por Mauricio Cersosimo, em Nova York, a faixa ganhou um clipe icônico gravado durante a pandemia.

Após o período de composição, o VIPER voltou ao estúdio e lançou “Timeless” em 2023, um dos trabalhos mais fortes de sua carreira. Canções como “Under the Sun”, “Freedom of Speech” e “Timeless” tornaram-se clássicos instantâneos.
Em 2022, a banda fez um de seus shows mais importantes: pela segunda vez, o VIPER subiu ao palco do Rock in Rio. Dois anos depois, uma nova perda abalou essa trajetória: o baixista Pit Passarell faleceu em setembro de 2024, vítima de câncer. O destino trouxe um substituto à altura: Daniel Matos, irmão de Andre Matos.

Com a formação atual — Leandro Caçoilo (vocais), Felipe Machado e Kiko Shred (guitarras), Daniel Matos (baixo) e Guilherme Martin (bateria) — o VIPER segue na estrada com a “Timeless Tour”, levando esses ícones do metal brasileiro por diversas cidades do país e para palcos internacionais, como o tradicional Grita Festival, em Manizales, na Colômbia. A banda já começou a trabalhar no sucessor de “Timeless”, previsto para 2026.


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